terça-feira, 15 de outubro de 2013

Frase Da Semana:

"What does the fox says?
Ring-ding-ding-ding-dingeringeding!
Gering-ding-ding-ding-dingeringeding!
Gering-ding-ding-ding-dingeringeding!
What the fox say?"


by: Ylvis


O blog tá muito musical hoje...

Friggin' In The Riggin'

Pra descontrair, uma das minhas musicas preferidas do Sex Pistols.



Batendo Punheta no Mastro do Navio
(adaptado)


Foi no velho navio Vênus,
Cristo, você devia ver-nos
A carranca era uma puta
E o mastro era um pênis

O capitão da barcaça
Era um idiota
E não servia nem pra limpar
Toda aquela bosta

Batendo punheta
Batendo punheta
Batendo punheta
Lá no mastro do navio!

O imediato era o Morgan,
Deuses, era mongo,
E ele só brincava
Com o seu maldito órgão

O timoneiro era o Cooper
Cristo, ele se masturbava
Tanto, tanto, tanto, até
Que apagava

Batendo punheta
Batendo punheta
Batendo punheta
Lá no mastro do navio!

O tenente era o Andy
Deus, ele teve um ataque
Até que lhe cortaram o pinto
Por gozar no conhaque

O grumete era o Flipper
Ele era viado,
Cortou o pinto dum marujo por ter
Vidro no rabo

Batendo punheta
Batendo punheta
Batendo punheta
Lá no mastro do navio!

A esposa do capitão era Mabel
Tinha a boceta presa
Então a fodiam pelos peitos
Em cima da mesa

O capitão teve uma filha
Que morreu no mar
Mas. pelos gritos, tinham
Enguias a lhe arrombar

Batendo punheta
Batendo punheta
Batendo punheta
Lá no mastro do navio!

Batendo punheta
Batendo punheta
Batendo punheta
Lá no mastro do navio!

Batendo punheta
Batendo punheta
Batendo punheta
Lá no mastro do navio!




Ah, Ciências Humanas...

Enrolei mais de uma semana pra fazer essa postagem, então...

Sabe, depois de perceber que não tenho estado muito bem ultimamente, eu comecei a pensar (e isso é a fonte do meu mal-estar) em por que.
Bem, depois que se começa a estudar Ciências Humanas, principalmente a Geografia, eu acho (me corrijam se estiver errado), que é a ciência que realmente interrelaciona os conhecimentos e estudos de todas as outras ciências humanas, como a Filosofia, a Sociologia, Economia, Política... enfim, eu tenho percebido realmente o por que de tantos estudantes de humanas fumarem muita maconha.
O problema é que quando a gente entra numa faculdade de ciências humanas, a gente fica pensando sobre tudo. Mas tudo mesmo. E não é um pensamento de admiração, ou algo que fica marcado em nossa mente, mas é, pura e simplesmente, uma verdadeira reflexão sobre tudo. Por exemplo, se eu vejo um filme, eu fico pensando, durante o filme, sobre a capa, os estereótipos de personagens, a ambientação, o contexto econômico, político, social, histórico, os motivos econômicos, políticos, sociais e históricos e ainda mais, as possíveis consequências políticas, sociais, econômicas e históricas. Então, se eu vejo um filme canastrão e absurdo do Schwarznigga, por exemplo, eu fico refletindo sobre todas essas coisas do filme e não aproveito as cenas em que ele mata todo mundo e sobrevive a explosões absurdas, porque eu percebo que aquilo tudo é simplesmente sensacionalista e ridículo além do que já é óbvio.
Além do fato de que geralmente quem entra numa faculdade de humanas tem uma visão crítica e visão de mundo um tanto ampliadas, ou seja, sabe pensar, por isso acaba tendo vontade de pensar e entender o mundo cada vez mais, mas aí acontece o evento em que o pobre bixo das humanas percebe que o que ele sabe, ou o que ele acha que sabe, é uma bela merda. "Grande bosta o que você acha que sabe, porque você não sabe nada, você não entende nada do mundo e muito menos do que você vai aprender aqui. O pouco que você sabe pode até não estar errado, mas é superficial e pobre em relação ao que você terá de aprender pra passar na faculdade. E pior: você vai percebe que nunca vai entender o mundo inteiramente, pois são muitos eventos específicos a serem estudados e cada um deles tem uma conexão complicada com um 'todo' cada vez mais complexo, maior." (e aqui nota-se uma mudança de vocabulário, embora até agora um tanto sutil, típica de quem estuda humanas e aprende a pensar diferentemente sobre muitos conceitos)
E é foda, porque a gente não consegue fazer absolutamente nada sem refletir sobre todos esses fatores que eu estou com preguiça de citar pela décima sétima vez. E isso me leva a concluir que eu não consigo mais aproveitar as coisas pelas coisas em si, mas fico apenas refletindo em cima delas, porra, e a minha antiga saída disso, os games, não está funcionando mais com tanta eficiência, porque eu fechei o Assassins' Creed III sem aproveitar o jogo porque fiquei pensando no impacto ideológico monstruoso que o jogo tem, além de achar monótono e repetitivo. GTA V salva, diga-se de passagem. Jogo lindo *¬*
E a pior parte é que isso está me tornando mais extremamente chato, porque mesmo antes de alguém me chamar pra ver um filme ou enquanto eu fico vendo TV com a família, eu fico criticando, fazendo reflexões, tirando conclusões e enchendo o saco de todo mundo, e nem sempre minha família está receptiva às minhas reflexões. Acho que geralmente não está. E isso me faz ficar enfornado no meu quarto, pensando. Pensando sozinho, porque me está ficando cada vez mais difícil ter prazer e achar graça nas coisas por elas mesmas.
Taí porque todo estudante de humanas é doido. E eu estou ficando também. Mais.


Enfim, esse foi mais um desabafo... Boa noite.



EU NÃO VOU COMPRAR UM NINTENDO 3DS E UM POKÉMON X E Y ENQUANTO NÃO BAIXAREM ESSA PORRA DE IMPOSTO QUE É ABSURDAMENTE ALTO PORQUE O BRASIL É UMA BOSTA!!!

(desabafo feito por mim em meu nome e em nome de alguns amigos indignados e sem grana aqui)

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Palavras (Words)

Depois de tentar inúmeras vezes explicar e entender o que sinto ao ouvir as músicas do Voltaire, eu percebi que algumas palavras não são o suficiente. Tive que fazer um poema, pra explicar a mim mesmo e aos outros o que sinto quando ouço as músicas de Aurelio Voltaire. E é engraçado eu escrever uma tradução pro inglês depois, pois quero mandar o link do blog pra ele, por mais infantil que essa atitude pareça. Ao contrário do que se pode pensar, eu não busco aprovação. Nem a dele, nem a de ninguém. Eu só quero que entendam.


Palavras, Noturnas Palavras

Difícil é interpretar, em
minhas meras palavras, um
sentimento tão profundo e poderoso.
E explicar,
com clareza,
o que me passa na cabeça
e trespassa, ocupa
o canto mais profundo e escuro do meu ser.

Nessa escuridão fria,
encontro calor.
Naquilo que assusta e oprime,
encontro conforto.
E nesse paradoxo de emoções
encontro-me ao ouvir-te:
ao sussurrar em meus ouvidos,
com sua voz forte, e violinos...

E nos violinos,
fúnebres e finos,
encontro a mesma paz que encontro
nos livros que leio... Compulsivamente...

E na sua voz,
grave e solene,
encontro a música, que me ajuda
a suportar todas as loucuras... As minhas e as do mundo...

E na música,
na música, eu sinto
em cada nota
e acorde
e verso
e refrão
aquela velha melancolia. Que,
ao mesmo tempo, me traz paz e alegria.

E me põe de acordo,
com conforto,
em paz
na solidão, posteriormente, o doce manto
que sinto e sentia...
E sempre, e tanto...

Portanto agora,
com tal ajuda que me providenciou
caminho destemido, nessas ruas escuras
e embrenhadas, como os ramos
de uma velha árvore de folhas secas
que caem aos meus pés,
e as nuvens, pelo luar acesas,
revestem-me de noite
e de neblina
que me dilatam a retina
e me fazem enxergar
todas as formas obscuras
que não mais podem me assustar,
e fogem, quando meus passos,
agora silenciosos,
acompanham meu andar...

E a vida, agora, é um colar
de lágrimas e risos
e maldições e bençãos
e choros e sorrisos,
nem sempre falsos, nem sempre sinceros,
que meu velho coração
às vezes me faz recordar

Enquanto caminho pelas sombras da noite
e nada temo, pois sua banda de fantasmas
escuros, estranhos, sinceros e felizes
está a me acompanhar, liderados por você,
ouvindo a harmonia e melodia grave de sua voz,
enquanto eu vejo o sol nascer,
vermelho
e velho,
e lhe sinto desaparecer,
enquanto sei que retornará
para que eu possa, mais uma vez, te ouvir e ver,
assim que a noite chegar...



After trying numerous times to explain and understand what I feel when I hear Voltaire's songs, I realized that some words are not enough. I had to make a poem to explain to myself and others what I feel when I hear Aurelio Voltaire sing. And as funny as it seems, I wrote an English translation, because I wanna send him the link of this post, even if this attitude seem too childish. Contrary to what one may think, I do not seek approval. Neither his, nor anyone's. I just want you to understand .


Words In The Night

It is difficult to interpret in
My mere words, a
feeling so deep and powerful.
And explain
clearly,
what goes on in my head
and pierces, occupies
the deepest, darkest corner of my own being.

In this cold darkness,
I find heat.
What frightens and oppresses,
conforts me.
And in this paradox of emotions
I find myself listening to you:
whispering in my ear,
with your strong voice and violins ...

And the violins ,
funereal and thin ,
find the same peace I find
in the books I read ... Compulsively ...

And in your voice,
grave and solemn
I find the music that helps me
to endure all the craziness... Mine and the world's...

And in music ,
in music, I feel
in every note
and chord
and verse
and chorus
that old melancholy, that
at the same time, brings me peace and joy.

And put me in line,
confortably,
peacefully
in the loneliness, that later, became the sweet mantle
that I feel and felt ...
And always, and so ...

So far,
with such aid you provided
I fearless walk these dark streets
and tugged like the branches
an old tree whose dead leaves
fall at my feet,
and the clouds, lit by the moonlight,
brazes me with night
and fog
that dilates my retina
and makes me see
all the obscure forms
that can no longer scare me,
and flee, while my steps,
now silent,
accompany my travel...

And life, now, a necklace
of tears and laughter
and curses and blessings
and cries and smiles ,
not always false, not always true,
that my old heart
sometimes makes me remember

As I walk through the shadows of the night
and fear nothing, as your band of ghosts
dark, weird, sincere and happy
keeps me company, led by you,
listening to the harmony and melody of his grave voice,
while I see the sunrise,
red
and ancient,
and feel that you are disappearing,
but still, knowing that you'll return
so I can, once again, hear and see you,
as the evening comes ...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Coisinhas Do Cotidiano

Achei legal fazer uma lista de coisas que odeio e outra de coisas que gosto. Aquelas coisinhas do dia-a-dia, que a gente vivencia sempre.

Eu odeio

- Pausar uma música no meio. Parece cortar uma mijada, é horrível;
- Aquela velha filha da puta que sempre faz questão de aparecer no ônibus não falando, mas BERRANDO no celular durante horas, simplesmente porque resolveu falar com a família inteira, inclusive com aqueles netinhos chatos que não sabem nem falar e faz perguntas como "VOCÊ TÁ CUMÊNO DIREITIN, FÍÍ? QUE BOM, AGORA DEXA EU FALÁ COM SEU IRMÃOZIN JOROELSON", ou aquela moça fofoqueira que faz a mesma coisa, como se as putarias dela e dos amigos/namorados dela fossem a coisa mais interessante e importante no mundo;
- Gente que tromba nos outros na baldeação do metrô e não pede desculpa;
- Aula de Estatística;
- Propagandas de TV/rádio;
- Gente que não dá seta quando vai fazer curva com o carro;
- Pais imbecis que levam o filho bebê pro cinema;
- Quando o sinal do roteador fica oscilando, deixa tudo lagado;
- Ficar trocando de música se não o modo "aleatório" do celular te faz ouvir a mesma música 6 vezes por dia;
- Gente que lê "50 Tons de Cinza" no metrô... Na verdade, odeio gente que lê isso, não importa onde;
- Tossir no meio de uma aula interessante (acontece mais do que deveria);
- Quando meu nariz entope;
- Cerveja quente;
- Quando interrompem uma aula foda pra falar idiotices;
- Quando vejo gente compartilhando posts do Ted Putão no Facebook (sério, quem gosta daquela página?);
- Quando penso que não importa o quão rico eu fique, nunca vou ser um Cavaleiro de Dragão; :C
- Andar no circular da USP lotado. Da última vez, eu não sei o que era, mas eu tive a sensação de que estavam apalpando a minha bunda;
- Quando a bateria do meu Nintendo DS acaba;
- Minha sinusite;
- Idiotas que passam com aquela tralha que chamam de carro tocando funk pro bairro inteiro ouvir.

Eu adoro

- Ouvir música, principalmente as do Voltaire (coloquei em negrito por falta de uma cor mais escura que o preto. HUE);
- Ler. Sou um leitor assíduo, se deixar leio até o livro que tá aberto na mão dos outros;
- Jogar no meu Xbox/DS/PC;
- Gente que leva uma trombada minha sem querer e responde "Sem problema" com um sorriso quando eu peço desculpa;
- Armas;
- Motos;
- Carros;
- Voltar pra casa com os amigos no metrô;
- Cerveja (muito);
- Boas/péssimas piadas;
- Meus fones de ouvido (fazem mais falta do que a gente pensa);
- Ficar acordado até tarde curtindo o silêncio da madrugada;
- Sentir o cheiro de fritura, por mais velho que o óleo esteja (engraçado, porque eu nem como fritura, quase);
- Steampunk;
- Por os pés em cima de alguma coisa quando estou sentado fora de casa pra sentir o vento gelado entre meus dedos (-q);
- Caminhar;
- Geografia (é tudo tão incrível) *O*;
- Ficar vendo todo tipo de bobagem ociosa e sem noção que me faz ficar grudado na frente do computador rindo feito bobo;
- Dormir;
- Café.

sábado, 17 de agosto de 2013

Mony

Cara, depois de tantas aulas relacionadas à economia, eu fico pensando que coisa interessantíssima é o dinheiro. "Ahh, claro, principalmente quando se ganha muito dele hã hã hã" Não nesse sentido, projeto de boçal. No sentido de "o que é o dinheiro" e "qual é a sua forma".

Veja, depois de analisar o que aprendi na faculdade, cheguei à conclusão possivelmente errônea de que o dinheiro é uma forma de estipular e atribuir um valor a determinado esforço que alguém dedica à sociedade. O que me faz pensar sobre isso é ver a evolução dos formatos nos quais o dinheiro aparece durante a historia das sociedades humanas: montinhos de sal (daí a palavra "salário"), conchas, pedras, produtos, trocas, moedas e metais preciosos, e o mais interessante, o cartão de crédito de hoje em dia. O que vemos? Vemos que o dinheiro não é algo material. Nas sociedades antigas em que se usava o dinheiro em forma de conchas, eu só precisaria ir até uma praia e eu estaria rico, mesmo que eu não trabalhasse e não oferecesse nenhum tipo de esforço para a sociedade, ou seja, aquelas conchas que eu teria em mãos não serviriam para nada além de desvalorizar a moeda da respectiva sociedade, então aquilo não serviria de nada. Então, o que é dinheiro? Dinheiro é a forma que sempre existiu de se fazer uma troca justa de parte de seu trabalho por um bem que é fruto do trabalho de outros. Ou seja, o serviço que eu faço pra sociedade tem determinado valor. Esse valor é transferido pra minha conta bancária como pagamento todo mês. Parte desse pagamento eu uso para comprar bens, e esses bens são fruto da produção, do trabalho de outras pessoas que recebem parte do valor do meu trabalho, uma parte suficiente para cobrir os custos de produção e dar margem de lucro ao produtor e ao mercador responsável pela venda do produto. Ou seja, parte do tempo que eu dediquei à manutenção de determinada sociedade vai acabar pagando parte do trabalho que outros trabalhadores dedicam procurando manter outra sociedade (a indústria, a loja, etc...) e todos nós mantemos a própria sociedade como um todo funcionando: trocando trabalho por trabalho. Afinal, não posso eu trocar um carro por uma quantidade equivalente de clipes de papel? Claro que posso. Se eu quiser o carro, os clipes de papel serão a minha maneira de trocar o carro pelo dinheiro, que aparecerá na forma de clipes de papel. Se eu quiser uma quantidade absurdamente grande de clipes de papel, eu posso dar um carro em troca deles, e estarei usando o carro como forma de pagamento, como dinheiro. Afinal, não são o carro e os clipes frutos do trabalho de determinadas pessoas? E eu não os adquiri através do trabalho que eu realizo para a sociedade? Então o que é dinheiro? Dinheiro, dinheiro, que tem tanto poder sobre todo mundo, que move a vida de muitas e muitas pessoas. O que é o interessantíssimo dinheiro?
É uma estipulação do valor e da importância que o trabalho de alguém tem para a sociedade, o que está relacionado à quantidade de "vagas" em determinado trabalho, à dificuldade da execução deste trabalho e a importância que tal trabalho tem dentro de determinada organização. Então o dinheiro é uma forma de dizer "Você fez determinada coisa, isso tem determinado valor, e com esse valor que é algo totalmente abstrato, você pode equiparar o valor atribuído a um bem que você compra de outra pessoa, cujo trabalho também equivale a determinado valor, e por aí vai..."

Então, o que é dinheiro? Uma cédula? Sim e não. Um cartão de crédito? Sim e não. Clipes de papel? Sim e não. Dinheiro é dinheiro. Dinheiro é um valor, uma ideia. Abstrato, imaterial, cheio de representações no mundo físico mas cheio do poder que as pessoas atribuem a ele. Podemos pensar no dinheiro como uma entidade? Talvez. Considerando tudo que eu disse, acho que sim, já que não é material, nem concreto mas exerce poder sobre o mundo, sim.
Dinheiro, a mais fascinante invenção da humanidade.