segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Os Laços Da Guerra

Esses dias eu estive fazendo minha monografia pro Alcina, e ela se trata de guerras. Então, eu estava escrevendo sobre o fim da Terceira Cruzada, e me deparei com a seguinte história:

Sabe que as Cruzadas foram guerras entre os europeus cristãos e os árabes islâmicos. E um dos maiores líderes desses últimos é o Sultão Saladino, tido como lenda até hoje pelos islâmicos, por ser um homem de liderança, disciplina, estratégia, presença militar e coragem tão grandes por ter unificado as duas facções de muçulmanos, os sunitas e os xiitas, formando um único vasto império sob seu poder, e venceu todas as guerras contra os cristãos nas quais lutou. Do outro lado, Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra e cristão devoto que provou sua liderança, poder e disciplina com seus soldados munidos dos melhores equipamentos de guerra, conquistando da Europa até a última cidade muçulmana, chamada Jafa, antecedida por Tiro, Acre e Cesária, respectivamente, se tornando o maior rival de Saladino.
Ricardo passou conquistando as quatro cidades: conquistou Tiro, Cesária, Acre e Jafa, e, na batalha de Acre, ele provou sua liderança, inteligência e merecimento de seu título. Ricardo montou o cerco em Acre, com suas melhores catapultas e torres-de-cero, e a batalha pendia para o seu lado, até que Saladino resolve jogar Fogo Grego (mistura de óleo cru e algo parecido com petróleo que queimava até em contato com a água por ser tão denso) nos cruzados, então as catapultas e máquinas-de-cerco incendiaram e ficaram inutilizáveis. A ideia de Ricardo foi de dar a cada soldado  que tirasse uma pedra da parte mais delicada da muralha de Acre quatro moedas de ouro, o que resultou que os soldados conseguiram abrir uma fenda e entrar na cidade por ela, tomando o local de assalto.
Depois disso, Ricardo conquistou Jafa, e foi em direção a Jerusalém, mas desistiu no meio do caminho, pois sabia que seus soldados cansados e suas máquinas destruídas não tomariam a Cidade Santa. Em vez disso, voltou para Acre. Como seu poder ainda não estava consolidado em Jafa, Saladino e um pequeno grupo de soldados tomaram a cidade mais uma vez, e Ricardo, querendo a cidade para manter uma ponte entre a Europa e Jerusalém para uma próxima Cruzada, juntou apenas 55 homens, entre eles cavaleiros e arqueiros, e foi lutar por Jafa.
A batalha não corria bem para os cruzados, mas todos eles tinham consciência disso. Ricardo queria apenas se exibir para Saladino, mostrando a sua liderança, disciplina e bravura a ele, junto com seus soldados. Até que o cavalo de Ricardo morre por uma flechada, mas Saladino fica tão admirado e respeitoso para com Ricardo, que manda que seus soldados lhe deem outro, então a batalha toma um curso diferente: os cruzados entram em formação, e com a liderança de Ricardo, eles rechaçam todos os ataques feitos pelos muçulmanos, criando cada vez mais admiração e respeito entre Ricardo e Saladino. Ricardo acaba por tomar Jafa, e Saladino volta a Jerusalém, depois Ricardo parte para a Europa de novo, deixando um bilhete para Saladino: "Volto para a Europa, mas logo que conseguir mais soldados, dinheiro e máquinas, conquistarei Jerusalém para a fé cristã" no que Saladino responde "Enquanto eu governar, Jerusalém não há de ser tomada por nenhum outro líder se não Ricardo Coração de Leão".
Um ano depois da partida de Ricardo, Saladino morre de cansaço com 56 anos, por travar tantas batalhas, o que foi uma ironia para Ricardo, pois se este tivesse esperado, poderia ter se aproveitado da discórdia que a luta pela sucessão do trono de Saladino iria causar, mas Ricardo também morreu em uma batalha na própria Europa.

Onde eu queria chegar é: eu acho muito interessante os laços que ambos os líderes criaram um com o outro, através de sua bravura, causando extrema admiração e respeito mútuo, talvez isso seja até bonito, uma relação dessas entre líderes arqui-rivais de fés diferentes e inabaláveis.
Guerras podem destruir muitos laços, mas também podem criar muitos outros.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

It's All About Numbers

Então, o cara chegou no banco. Chega pra mulher do caixa, e diz:

- Oi, estou aqui pra fazer uma porra de um depósito nessa porra desse banco.
- Desculpe, senhor, mas esse linguajar não é apropriado para o nosso banco.
- Eu só vim fazer a porra do depósito na porra do banco.

Preocupada, ela vai conversar com o gerente, pra saber o que fazer.
O gerente vai na direção do homem que queria fazer o depósito, com a mulher do caixa em seus calcanhares, e diz:

- Qual o problema, senhor?
- Eu só quero fazer uma porra de um depósito na porra do banco, porquê ganhei 200 milhões na porra da loteria.

O gerente, desconcertado, se recupera da surpresa e diz:

- E essa vagabunda está de atrapalhando, senhor?

Ressaca Literária



Sabe quando você não quer começar a ler outro livro porquê ainda está vivendo no mundo do livro que acabou? Pois é.

Esses dias acabei de ler o livro Herança da saga Eragon, o quarto e último da série. Infelizmente. Quase chorei no final. Se a saga continuasse, eu podia ficar lendo ela pelo resto da porra da minha vida, só pra vocês terem uma noção do quanto é épica a história.


Mas, infelizmente, acabou. Mas que droga, tinha mesmo? E agora, que eu acabei, estou com aquela sensação de "O que vou fazer da minha vida agora?".

... Acho que vou começar a ler de novo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

O Mundo Sem Cor

O negócio é o seguinte:

Apesar do título do post parecer viadagem ou título de poesia, é uma questão física séria e interessante.

A luz não é luz. A luz é um tipo de radiação que é refletida pelos objetos a nossa volta, e é captada pelos nossos olhos, transformando tudo em informação, que é passada para o nosso cérebro. Quando estamos no escuro, a luz não desaparece. Quando estamos no escuro, simplesmente significa que a radiação emitida e refletida pelas coisas não é forte o suficiente para que os nossos olhos a percebam, mas podem ser percebidas pelos olhos de outros animais, por serem mais "potentes" que os nossos. Então, sendo assim, as coisas que enxergamos não são os objetos, mas são apenas imagens deles, e imagens não são palpáveis, sendo assim, a gente não enxerga o objeto verdadeiro em si, mas enxerga seu reflexo.
A pergunta é a seguinte: se essa radiação não existisse, e do mesmo modo, a gente conseguisse enxergar o mundo a nossa volta, como ele seria? Quer dizer, acho que uma das leis da Ótica, o fato das coisas não "diminuírem de tamanho" com a distância, seria revogada, e a gente não teria noção de profundidade, a gente enxergaria tudo com o mesmo tamanho independentemente do ponto. Se essa foi uma conclusão errada minha, ou se existem mais complementos pras respostas da minha pergunta, por favor, alguém me ajude.